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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Asteroid Watch

A NASA anunciou que disponibilizará na Internet todas as informações disponíveis sobre objetos espaciais em rota de colisão com a Terra, os chamados NEO (Near-Earth Objects).

O site, chamado Asteroid Watch (Observatório de Asteroides) será a primeira fonte centralizada de informações sobre o risco de colisões com a Terra de asteroides e cometas que aproximam-se constantemente do nosso planeta e será atualizado continuamente.

Além do site, foi disponibilizada uma conta no Twitter, para quem quiser acompanhar as últimas notícias sobre os possíveis impactos de forma contínua, além de uma ferramenta para incluir as últimas notícias em blogs e sites.

"A maioria das pessoas tem fascinação com os objetos celestes que se aproximam da Terra," disse Don Yeomans, coordenador do projeto. "E eu tenho que concordar com eles. Eu tenho estudado esses objetos por mais de 30 anos e eu os acho cientificamente fascinantes, e uns poucos são potencialmente perigosos para a Terra."

O objetivo do Observatório de Asteroides, segundo Yeomans, será manter o público atualizado com as mais recentes e precisas informações sobre o assunto, incluindo os novos dados constantemente coletados pela NASA e por seus parceiros.

Isso incluirá as últimas novidades nas pesquisas científicas sobre os asteroides e cometas, e não apenas os eventos que representem riscos de colisão com a Terra.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Abacate Gera Biodiesel

O abacate apresenta uma vantagem em relação a outras oleaginosas estudadas ou usadas para a produção de biocombustível, como a soja. O motivo é que do mesmo fruto é possível extrair as duas principais matérias-primas do biodiesel: óleo (da polpa) e álcool etílico (do caroço).

A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que afirmam que o abacateiro pode ser uma cultura alternativa para a produção de biodiesel.

"O objetivo principal da pesquisa era a extração do óleo para produção de biodiesel. Mas, ao tratarmos o resíduo, que é o caroço, conseguimos obter álcool etílico. Isso, por si só, é uma grande vantagem, já que da soja é extraído somente o óleo e a ele é adicionado o álcool anidro", explicou Manoel Lima de Menezes, professor do Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, e coordenador da pesquisa.

O Brasil é o terceiro produtor mundial de abacate, com cerca de 500 milhões de unidades produzidas por ano. Cultivado em quase todos os estados, mesmo em terrenos acidentados, a produção se dá o ano todo, com 24 espécies que frutificam a cada três meses.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Nanotubos em telas plana, LEDs e células solares

Utilizando nanotubos metálicos, cientistas fabricaram películas semitransparentes, altamente condutoras de eletricidade, flexíveis e em uma grande variedade de cores, lembrando o vidro colorido.
As novas películas herdam dos nanotubos as imbatíveis propriedades mecânicas, termais, químicas, ópticas e elétricas, podendo ser utilizadas em uma infinidade de novos produtos de alta tecnologia, incluindo células solares e telas planas.
Entre as inúmeras aplicações propostas para os nanotubos, principalmente os de carbono, os filmes fabricados a partir desses nanomateriais chamaram recentemente a atenção dos pesquisadores justamente por serem, ao mesmo tempo, transparentes e condutores.
Os filmes, também chamados de películas finas, feitos de material condutor, são utilizados como eletrodos em telas planas, telas sensíveis ao toque, LEDs e células solares. O material dominante hoje nestas aplicações é o óxido de índio- estanho, que vem sofrendo altas constantes de preços em razão da demanda crescente.
Filmes feitos com nanotubos, muito mais eficientes, poderão dar a esses produtos um novo patamar de economia de energia e rendimento, com ganhos principalmente na flexibilidade mecânica e na capacidade de configurabilidade óptica. A falta dessas propriedades tem impedido o uso dos filmes de índio-estanho em células solares e LEDs.
Os filmes de nanotubos metálicos apresentam um aumento de 10 vezes na condutibilidade elétrica em comparação com outros filmes de nanotubos já desenvolvidos anteriormente. Isso deve a uma técnica conhecida como ultracentrifugação com gradiente de densidade, que produz nanotubos com propriedades elétricas e ópticas mais uniformes.
A nova técnica deu aos pesquisadores a capacidade para controlar o diâmetros dos nanotubos produzidos. É essa característica que dá a cor aos filmes finos. A foto mostra películas feitas com nanotubos medindo entre 0,9 e 1,6 nanômetros de diâmetros.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Lentes de contato inteligentes

Um novo material, desenvolvido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, vai permitir a construção de lentes de contato inteligentes, dotadas de sensores e circuitos eletrônicos capazes de medir a pressão intra-ocular e, no futuro, até aplicar medicamentos nos olhos de forma automática.
Tingrui Pan e seu colega Hailin Cong começaram com um material sintético chamado PDMS (polidimetilsiloxano). Eles desenvolveram uma técnica que permite a inserção de micropartículas de prata em padrões bem definidos e precisos, criando fios condutores.
Além de permitir a transmissão de eletricidade para os circuitos, os fios de prata também têm propriedades antimicrobianas bem conhecidas.
A técnica permite a deposição dos fios em formatos não-planos, como na superfície de uma lente de contato. O experimento demonstrou que os microfios, que não atrapalham a visão, por serem finos demais, funcionam como um sensor de pressão.
O aumento da pressão intra-ocular é um dos traços marcantes do glaucoma, uma das maiores causas da cegueira em todo o mundo.
Agora os cientistas estão aguardando a aprovação das autoridades de saúde para começar os testes das lentes de contato inteligentes em humanos. Por enquanto elas somente foram avaliadas em animais, sem apresentar qualquer efeito colateral.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

As lagartixas são a Chave

Em época de tanto ufanismo acerca do progresso técnico, pode soar estranho que os cientistas, até agora, não conseguissem explicar como uma lagartixa consegue andar no teto ou em superfícies tão lisas quanto o vidro. É claro que o fenômeno sempre chamou a atenção da indústria de adesivos, uma cola assim valeria milhões no mercado.

Pés de lagartixa

Agora, cientistas do Instituto Politécnico Rensselaer e da Universidade Akron, ambos nos Estados Unidos, anunciaram não apenas ter conseguido duplicar o mecanismo dos pés das lagartixas, mas também foram capazes de criar uma fita adesiva com um poder de adesão quatro vezes maior.

Os minúsculos pêlos existentes nos pés das lagartixas foram substituídos por nanotubos de carbono fixados sobre uma base de plástico flexível. A força de van der Walls cria uma atração entre cada um dos nanotubos e a superfície em que eles tocam, da mesma forma que acontece com os pêlos naturais das lagartixasAlém de ser extremamente forte, o novo adesivo tem também a vantagem de ser reversível. Basta alterar sua posição, mudando a direção da força aplicada, para que o adesivo solte-se naturalmente.

Super adesivo de nanotubos

"Várias pessoas tentaram utilizar filmes de nanotubos de carbono e outras estruturas fibrosas como superfícies de alta adesão e imitar os pés das lagartixas, mas com sucesso limitado quando era necessário dar demonstrações realísticas da colagem e da reversibilidade que se pode ver nos pés das lagartixas," diz o professor Pulickel Ajayan.

O grande avanço de sua equipe, segundo Ajayan, foi descobrir o formato que os nanotubos deveriam ter para que o princípio funcionasse. "Os nanotubos também precisam ser do tipo correto, com as dimensões corretas [...]," diz ele.

Adesivo reversível

O novo adesivo reversível deverá ter uma gama enorme de aplicações, entre as quais se destacam os pés de robôs, que poderão subir em paredes para efetuar manutenções, por exemplo.

Um adesivo seco e reversível para a fixação de componentes eletrônicos, que poderão ser retirados para manutenção, é outra possibilidade. As aplicações aeroespaciais também deverão ser alvo do novo adesivo biomimético, já que a maioria das outras colas não funciona no vácuo do espaço.

Bom, para os fãs do Homem-Aranha, ta ai uma esperança de um dia poder subir pelas paredes...

domingo, 2 de novembro de 2008

Descoberta a origem das auroras boreais

Utilizando os cinco satélites da missão THEMIS e mais uma rede de 20 observatórios terrestres, localizados ao longo do Canadá e do Alaska, os cientistas finalmente desvendaram o mistério do magnífico espetáculo das Auroras Boreais.

Origem das Auroras Boreais

Sua origem está em explosões de energia magnética que ocorrem a um terço da distância entre a Terra e a Lua, explosões estas que alimentam "subtempestades" que causam brilhos repentinos e rápidos movimentos da Aurora Boreal, também conhecidas como Luzes do Norte (Ártico) e Luzes do Sul (Antártica).

O elemento fundamental do fenômeno é um processo chamado reconexão magnética, um processo bastante comum e que ocorre por todo o Universo quando linhas de campos magnéticos sob pressão assumem repentinamente um novo formato, tal como uma borracha que tenha sido esticada além do seu ponto de ruptura.

"Nós descobrimos o que faz as Luzes do Norte dançarem," disse o professor Vassilis Angelopoulos, da Universidade da Califórnia, e coordenador dos estudos.

Efeitos das tempestades espaciais

A descoberta tem grande interesse para a indústria de telecomunicações e de distribuição de energia elétrica. As subtempestades freqüentemente acompanham intensas tempestades espaciais que podem interromper as comunicações de rádio e os sinais de GPS, além de causar quedas no fornecimento de energia.

Agora que resolveram o mistério de onde, quando e como as subtempestades ocorrem, os pesquisadores poderão construir modelos mais realísticos e prever a intensidade e os efeitos de cada subtempestade.

Satélites sincronizados

Lançados em Fevereiro de 2007, os cinco satélites idênticos da missão Themis (Time History of Events and Macroscale Interactions during Substorms) alinham-se uma vez a cada quatro dias ao longo da linha do Equador e fazem observações sincronizadas com os 20 observatórios terrestres.

Cada estação terrestre utiliza um magnetômetro e uma câmera apontada para cima para determinar onde e quando uma subtempestade boreal vai começar. Os instrumentos medem a luz das auroras por meio de partículas fluindo ao longo do campo magnético da Terra e das correntes elétricas que essas partículas geram.

Durante cada alinhamento, os satélites capturam dados que permitem aos cientistas apontar com precisão onde, quando e como as subtempestades medidas pelo observatórios terrestres se desenvolveram no espaço.

 
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